O caso Starlite – Vale a pena patentear sua invenção?

Uma invenção revolucionária! Assim foi definido o Starlite, material resistente ao fogo e altas temperaturas, cuja fórmula é desconhecida até hoje. Entenda essa história e veja a importância de dividir uma ideia de invenção com um parceiro de confiança.

Starlite

O STARLITE, inventado por Maurice Ward, um ex-cabeleireiro e brilhante cientista e inventor britânico. Quando apresentado a público a solução mostrou-se fantástica. Resolveria diversos problemas da engenharia e poderia proteger eletrônicos, aviões, foguetes e quaisquer materiais que necessitassem de proteção contra altas temperaturas.

O vídeo recortado do programa Tomorrow´s World deixa qualquer um maravilhado. Uma chama de maçarico é apontada diretamente para a casaca de um ovo e, depois de tanta exposição, nada acontece. O ovo tem uma elevação desprezível de temperatura considerando a severidade do “ataque”. O ovo é comum, mas o material que o reveste não.

O Starlite foi extensivamente testado, sob cuidadoso escrutínio de Maurice, que sempre impôs a condição de que, embora testado, o material nunca fosse analisado a fim de preservar a sua composição. Testado por programas de televisão, pelo ministério da defesa e por universidades britânicas, o material era tido sim como autêntico e eficaz para temperaturas de muito mais de 1000ºC, acima do ponto de fusão da maioria dos metais. Houve testes em que o material superou incríveis 5000ºC, sempre sem liberar nenhum gás tóxico como todos os outros materiais com propriedades semelhantes. Chegou a alegar-se que o material seria capaz de resistir a uma bomba atômica 75 vezes mais poderosa do que a de Hiroshima.

Parece SENSACIONAL, certo? E era! Ou teria sido….

Maurice Ward tentou vender o seu invento para fabricantes em potencial. Muitas empresas de grande porte demonstraram interesse, mas Ward não venderia o Starlite facilmente. Além de valores que aumentavam diariamente sem critério, ele exigia condições absurdas como NUNCA revelar a fórmula e de manter-se como dono de 51% do direito de uso do material.

Ward, inclusive, nunca quis patentear a sua invenção, pois para isso teria que revelar a composição exata que segundo ele envolvia 21 componentes. A sua paranoia impossibilitou que este material jamais fosse produzido até hoje. Depois da sua morte, em 2011, alega-se que a família conheça a fórmula mas até agora não revelou – o que nos faz crer que nem na família ele confiara em vida.

Não é a minha intenção de rotular o comportamento de Maurice como paranoico, ganancioso, vaidoso, ou nada assim, mas o fato é que ele poderia ter sido um dos maiores inventores de todos os tempos e entrado para a história como “o cara” que descobriu um material que revolucionou engenharia, salvou vidas, mudou o mundo. Mas não foi, infelizmente.

Sobre o que esta história nos faz refletir? Fácil: Vale a pena levar as nossas boas ideias para o túmulo conosco?

Muitas pessoas tem boas ideias sobre como resolver problemas reais e dores do mercado, mas tem medo de dividir com outros. E esse receio é plausível e necessário. Entretanto, há meios de proteger-se. A patente de invenção ou modelo de utilidade são formas muito eficientes de se manter o domínio sobre o direito de uso da sua ideia, que pode ser negociada de diversas formas posteriormente.

Além de preservar a possibilidade do retorno financeiro através do registro de propriedade intelectual, há ponderações importantes também:

  1. Vale a pena deixar este mundo sem ter a satisfação de ver o impacto positivo da sua ideia nas pessoas por medo de “alguém copiar”?
  2. E se outra pessoa tiver a mesma ideia daqui a um tempo e resolver confiar mais nas pessoas e levar a ideia que você teve primeiro adiante? O medo e apego pagam a frustração?

A história do Maurice Ward faz pensar, e, caso não queira ter o mesmo destino dele, em algum momento a decisão de dividir a ideia com um parceiro de confiança deverá ser tomada. O que é fundamental é decidir por um parceiro que tenha credibilidade e conhecimento em propriedade intelectual e possa ajudar desde o conceito e design até o depósito de patente, como a VILAGE Marcas e Patentes.

Mesmo que você não tenha todo o conhecimento técnico a ponto de poder representar o conceito técnico, a VILAGE dispõe de um corpo técnico capaz de ajudar de ponta aponta, ou seja, desde a fase inicial da sua ideia, aprimoramento do conceito, usabilidade, viabilidade técnica, design até a proteção adequada da sua ideia. Procure um parceiro confiável e competente como a VILAGE e realize a sua ideia!

A VILAGE está presente em vários escritórios no Brasil e no exterior. Entre em contato com a gente para ajudar na missão de proteger a sua imagem e da sua empresa!

Texto por: Alexandre Alcaraz (Head de Desenvolvimento de Produtos – VILAGE Marcas e Patentes).

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